sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Flores vitais !





Eu quero escrever, mais de repente todas as idéias fogem da minha cabeça. Todos os temas se embaraçam e tudo que parecia totalmente importante, já nem tem mais valor.
Pensei no amor, mais é tão comum o modo como falam dele, que falar de amor por um lado já perdeu seu encanto.
Pensei na saudade, mais porque escrever sobre algo que traz tanto sofrimento? A saudade tem que estar em nós. Não há nada que encaixe nessa dedução, a saudade é tão ampla, que nem todas as palavras juntas são capazes de descrevê-la.

Por fim, pensei nas flores. Mas o que falar das flores ? 
Que são belas porém traiçoeiras, que são imóveis mais podem mover o mundo de alguém?
Que são cheirosas mais podem envenenar até os mais fortes?
Que são tão delicadas que podem até sensibilizar os piores corações ?

Sinceramente não sei...

Talvez diria que a existência das flores  é injusta.
São tão belas, e vivem tão pouco.
Falam tanto e nem possuem boca. 
Nascem, são arrancadas por nós, que queremos usá-las como simbolo de sentimentos
e depois morrem, e vão pro lixo, e são esquecidas, substituídas.
Por um momento foram tão importantes, mais depois que perderam sua beleza, sua vitalidade não fazem mais diferença, são deixadas e por ali ficam, decompondo.


Conosco acontece o mesmo.
Enquanto temos beleza, vitalidade, estamos cercados de pessoas interessadas no que podemos fazer, no que representamos, esperando alguma coisa de nós. Diria até com um pouco de atrevimento que são pessoas que dizem nos "amar".
Mais só podemos medir essa capacidade, quando nos tornamos inúteis. Quando se vai nossa beleza, muitas vezes quando passamos a ser presos a uma cama, quando não mais falamos, andamos, nem sequer nos movimentamos. Aí está a prova viva do amor. Aqueles que permanecem ao nosso lado, realmente nos amam.
Como diria Pe. Fábio de Melo, percebemos os que nos amam, na inutilidade. Quando nada mais podemos fazer, e aquelas pessoas continuam ali, nos amando e precisando de nós. Não podem nos ouvir, não podem passear conosco, não podem as vezes nem nos abraçar. Mais continuam ali. Porque aí o tempo não importa mais. Se torna incontável. Um segundo, pode marcar uma vida, e  pode também, nos separar da presença e da saudade.


Comecei com as flores, passei pelo amor e terminei na suadade. É inevitável não relacionarmos tais coisas. São tão ligadas e representam tanto.
As flores representam a alegria do amor, ou a dor de uma saudade.
Podem levar nossos sorrisos, nossas lágrimas. Vem como pedido de desculpas ou como comemoração.
Vem como agradecimento.
Representam uma vida e caem na inutilidade, assim como nós.

Nossa sorte é que temos outras "flores" cultivadas no nosso jardim da vida, que ainda em seu estado de vitalidade, são capazes de nos cuidar em meio a nossa inutilidade.


Somos flores.
Somos jardineiros.
Somos sentimentos.
Somos...
 

Inutilidade !

3 comentários:

  1. Adorei a sua forma de pensar sobre as flores, são formas de nos expressarmos, + poxa, devem morrer pra isso!Triste parar pra pensar nisso, são perfeitas, delicadas...... e ainda a comparação com nos seres humanos..
    Me chamou mt a atenção esse trecho: "Mais só podemos medir essa capacidade, quando nos tornamos inúteis. Quando se vai nossa beleza, muitas vezes quando passamos a ser presos a uma cama, quando não mais falamos, andamos, nem sequer nos movimentamos. Aí está a prova viva do amor. Aqueles que permanecem ao nosso lado, realmente nos amam." Foi extremamente profunda!

    Parabéns, adorei esse post.bjoo..

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  2. Obrigada Sabrina.. que bom que gostou =)
    É realmente muito ruim ter que ver as flores morrerem para que percebamos seu valor..

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  3. Nossa Mandinha!
    adorei e serviu muito pra mim ^^
    Beeejo e continua escrevendo que vai longe. =]

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