Hoje, abri minha agenda, olhei os trabalhos que tinham para entregar e resolvi começar a fazer um trabalho de literatura.
É sobre um livro, uma obra de Luís Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu.
Tinha que fazer um texto abordando o tema tratado no livro. Comecei a pesquisar pra tentar complementar minhas idéias. E daí surgiu a idéia de falar sobre isso nesse post.
No livro, Dirceu faz uma idealização de sua amada, Marília, a enxerga como o cúmulo da perfeição. E me peguei pensando, quantas vezes não fazemos o mesmo? Amamos tanto alguém que passamos pelo processo de idealização, como se amar fosse um sinônimo de perfeição, quanto mais amamos, mais perfeita aquela pessoa tem que ser pra superar nossas expectativas. E muitas vezes passamos a amar aquilo que enxergamos, amamos a imagem que fazemos e não aquilo que a pessoa realmente é. E aí se encontra um dos maiores erros do ser humano: á mágoa vem porque dizemos que alguém não é aquilo que pensamos que fosse. Mas na verdade, nos esquecemos que amamos na divindade humana, amamos pessoas que erram, que sofrem, amamos pessoas defeituosas, que nunca faram tudo como esperamos que façam. Por algúm egoísmo presente em nós queremos sempre que obedeçam aquilo que queremos que sejam.
Por outro lado, isso é bom, porque assim, nos surpriendemos, talvez sejamos muito mais capazes do que a nossa imaginação permite. Somos em alguns aspectos, ilimitados e isso nos torna melhores, desde que saibamos o que fazer com isso...
O amor idealizado, sempre nos trará dores, mais que um dia possamos aprender a amar o outro no que ele é, e não o que esperamos que sejam. Que amemos a diferença, e não a igualdade que esperamos sempre.
Que não sejamos "Dirceus", que saibamos amar na beleza de ser diferente e não que nos prendamos a "Marílias" surreais, inexistentes.
Boa sorte a nós !

