domingo, 15 de novembro de 2009

Jeito "Dirceu" de amar.




Hoje, abri minha agenda, olhei os trabalhos que tinham para entregar e resolvi começar a fazer um trabalho de literatura.
É sobre um livro, uma obra de Luís Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu.
Tinha que fazer um texto abordando o tema tratado no livro. Comecei a pesquisar pra tentar complementar minhas idéias.  E daí surgiu a idéia de falar sobre isso nesse post.


No livro, Dirceu faz uma idealização de sua amada, Marília, a enxerga como o cúmulo da perfeição. E me peguei pensando, quantas vezes não fazemos o mesmo? Amamos tanto alguém que passamos pelo processo de idealização, como se amar fosse um sinônimo  de perfeição, quanto mais amamos, mais perfeita aquela pessoa tem que ser pra superar nossas expectativas. E muitas vezes passamos a amar aquilo que enxergamos, amamos a imagem que fazemos e não aquilo que a pessoa realmente é. E aí se encontra um dos maiores erros do ser humano: á mágoa vem porque dizemos que alguém não é aquilo que pensamos que fosse. Mas na verdade, nos esquecemos que amamos na divindade humana, amamos pessoas que erram, que sofrem, amamos pessoas defeituosas, que nunca faram tudo como esperamos que façam. Por algúm egoísmo presente em nós queremos sempre que obedeçam aquilo que queremos que sejam.


Por outro lado, isso é bom, porque assim, nos surpriendemos, talvez sejamos muito mais capazes do que a nossa imaginação permite. Somos em alguns aspectos, ilimitados e isso nos torna melhores, desde que saibamos o que fazer com isso...


O amor idealizado, sempre nos trará dores, mais que um dia possamos aprender a amar o outro no que ele é, e não o que esperamos que sejam. Que amemos a diferença, e não a igualdade que esperamos sempre.
Que não sejamos "Dirceus", que saibamos amar na beleza de ser diferente e não que nos prendamos a "Marílias" surreais, inexistentes.


Boa sorte a nós !

sábado, 14 de novembro de 2009

O começo.



É o primeiro post, espero que de muitos outros. Quando pensei em montar o blog, descartei a hipótese por pensar que não haveria seguidores, afinal quem perderia seu tempo lendo alguns comentários sem tamanha importância? Mas depois mudei de ideia.
Vou postar aqui porque é uma maneira de me expressar e quem se sentir a vontade fique a vontade para seguir.

Quando estava procurando uma imagem legal para meu primeiro post, essa logo me chamou a atenção, porque teve um sentido ambíguo na minha cabeça.
Poderia significar o começo, um símbolo de nascimento de um novo local onde idéias eram expressas. Mas por outro lado, já faz referência ao nome do blog,
Espaços vazios. Talvez precisemos ir mais a fundo para entender a relação existente, o vazio da imagem se encontra em uma nova vida, apesar de cheia de detalhes, nos deparamos com muitos Espaços vazios ao tratarmos da vida, esse novo ser se encontra tão vazio de pensamentos, tão vazio de sentimentos e confusões. É como a argila, que será moldada até tranforma-se num vaso, ou o diamante que para exibir sua beleza ainda mais clara, precisa ser lapidado. São elementos vazios, que ganham beleza, vida após serem trabalhados.

Espaços vazios
são perfeitamente inspiradores, o dever de preenchê-los nos aguça a tentar produzir algo que seja realmente criativo. O desafio de fazer algo que fale mais que o vazio.
Que esse blog esteja nascendo, mais que também seja moldado, lapidado e trabalhado para que possa preencher Espaços vazios com sabedoria.

Pro começo é só...